Garis demitidos cobram posição do prefeito José Maria

Escrito por Agostinho Alves do Vale em . Publicado em GERAL

IMG 20170613 194205681IMG 20170613 194205681Garis que foram exonerados no primeiro dia de mandato do prefeito José Maria, procuraram a redação do jornal Opinião para pedir que o prefeito tome uma posição quanto à situação deles, que é de total incerteza, que por sinal já dura seis meses, desde o dia em que foram descontinuados do serviço de limpeza pública.

A exclusão

Segundo os trabalhadores, o processo de exclusão começou quando houve a seleção de pessoal para o mutirão de limpeza que foi realizado no início do ano. De acordo com eles, os nomes deles foram apresentados e, de certa forma, aceitos para participarem da grande equipe, que foi conhecida como ‘azuizinhos’. No entanto, conforme relato dos próprios, a partir daí começaram a sentir que a questão política estava pensando contra, pois passaram a ser ignorados e, de certa forma, humilhados, ao serem deixados de lado.

 Os garis garantem que por parte da administração de José Maria, houve a garantia de que no prazo de dois meses eles seriam chamados para trabalhar. De lá para cá já se vão seis meses, que prefeito e vice-prefeito dão desculpas e mais desculpas para os trabalhadores, que até os dias de hoje esperam uma decisão.

Perseguição

Lázaro Pereira, de 54 anos, fala: “Pediram dois meses de prazo para colocar para trabalhar e já está com seis meses. Ficou para ao dia 2, depois para o dia 10, e agora já é dia 13, e nada de darem uma posição”, disse o gari demitido, depois de 15 anos de serviços prestados para o município.

 Para os garis, a única justificativa para a exclusão deles, é política, uma vez que a grande maioria não foi eleitor do atual governo. Os demitidos afirmam que ninguém chegou até eles e explicou o motivo da descontinuação do serviço público.

 Lázaro contou que foi reclamar o fato de não terem sido chamados para trabalhar, foi quando o vice-prefeito, Carlinhos da Farmácia, prometeu uma reunião com eles, que seria marcada para as 16 horas. Os garis esperaram das 13 às 18 horas em vão, pois o mandatário não apareceu no local e no horário marcado.

“Não fui contra”

Isaias Oliveira de Souza, 40 anos, 20 anos de serviço como gari, também foi demitido, sem qualquer justificativa. “Não fui contra, e ele (Zeca) sabe disso, fomos descartados, não teve consciência de chamar nós para uma conversa. Estão enrolando a gente até hoje”, disse.

Dificuldade

José Xavier Nascimento, 51 anos, também com 20 anos de serviço relatou que a dificuldade está sendo grande para sustentar a família, pois a vida inteira trabalhou na prefeitura e de uma hora para outra ficou sem o emprego, sem direito e sem satisfação por parte do prefeito.

Acusação

Os garis acusaram o ex-vereador Roberto da Caçamba por eles estarem fora do serviço. Os garis disseram que durante a reunião que ocorreu na Secretaria de Obras, Roberto chamava nome por nome e quando chegava nas pessoas que sabidamente haviam votado no prefeito anterior, eles pulavam, dando preferência aos eleitores do prefeito José Maria.

 Todos os demitidos não têm tempo de serviço inferior a dez anos. Por uma só voz, os garis consideram falta de respeito a forma como foram retirados e a maneira como estão sendo tratados pela atual administração.

Sem saber o que fazer

“O prefeito poderia ter procurado e dito que não queria o serviço. Não podemos sair da cidade para procurar outro serviço para sustentar a família, pois ficamos na expectativa de nos chamarem e não queremos perder a oportunidade, pois no mundo de hoje, está difícil conseguir uma renda para sustentar a família”, disse um deles.

Promessa

Um dos trabalhadores demitidos relembrou uma das promessas de campanha do prefeito. “Quando estava em campanha, o prefeito afirmou que se fosse para ele ser eleito e praticar a perseguição, demitir pais de família, que ele perdesse, pois agora ele ganhou e está com seis meses que estamos esperando uma decisão dele que não vem, só queremos uma decisão dele, se vamos ser chamados ou não”, relatou.