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Abandonados por você

Escrito por AGOSTINHO ALVES. Publicado em OPINANDO

É no mínimo desumano: abandonar o cidadão, o conterrâneo, o irmão de pátria, largado em uma cidade vizinha, estado diferente, sem chão, sem teto, sem eira nem beira, assim parecia ou parece estar procedendo a atual administração e também a administração passada, quando enviavam e enviam pessoas para o estado do Acre, para fins de tratamento de saúde e aqueles que vão em busca de melhoria, encontram situações de abandono.

Fome, rua e desprezo

É assim que os bocacrenses são tratados por quem deles deveria cuidar, construindo uma casa de apoio, proporcionando alimentação, moradia temporária e tudo o que o cidadão que paga seus impostos tem de direito.

Mais do que passagem

Os nossos administradores ainda não atentaram que a passagem é uma das necessidades. Não contam esses senhores que ficam em suas cadeiras acolchoadas, no ar condicionado, comendo e bebendo do bom e do melhor, gozando de bajuladores por todos os lados e ângulos, que a pessoa carente sai de casa com absolutamente nada no bolso, a não ser a esperança de encontrar um atendimento que os compreenda em vários âmbitos.

Pior do que está

Que melhorias vai ter uma pessoa que foi ao encontro de tratamento de saúde e se depara com abandono, com fome, querendo um copo com água, sem dinheiro, o pior, em alguns casos, sem ter a quem recorrer?

Não custa caro

Quanto custa para o município cuidar bem do seu cidadão, assistir ele dignamente, dar carinho, atenção, moradia temporária, passagem, alimentação.

Crise para o cidadão

Existe crise para assistir ao cidadão, mas não existe crise para gigantescos salários de bajuladores que não soltam o saco do prefeito.

Bom uso do dinheiro público

Tem bajulador que recebe mais de R$ 3.500,00 para fazer nada com coisa nenhuma. Um salário com esse valor, dava para assistir inúmeros cidadãos carentes, que precisam realmente do poder público e não um modinha, que apoiou, votou e agora exige ganhar um salário, para ficar de cara pra cima, sem fazer nada, ou melhor, fazendo... mas fazendo vergonha para o município, dando despesa desnecessária.

O que é mais importante

Falando um português bem popular: O que é mais necessário? Pagar um bajulador para massagear o ego do político, ou pagar passagem, alimentação, moradia e transporte para quem sai daqui em busca de tratamento de saúde?

E as caronas?

Conversamos pessoalmente com o pregoeiro da Prefeitura de Boca do Acre, que sem dúvida foi bastante solícito, educado, respondeu todas as perguntas, embora algumas respostas tivessem suscitado ainda mais a dúvida e desconfiança de que não estão fazendo a coisa da forma correta.

Sem resposta...

Uma delas foi o questionamento singelo e inocente sobre a origem e os valores da carona da educação, referente à compra dos cadernos. D’Ávila respondeu que a carona que propiciou a compra dos cadernos veio diretamente de um município do estado do Acre, mas disse não saber informar que município era esse.

Até agora...

Garantiu que repassaria a informação no dia seguinte, mas as 24 horas passaram e a redação deste periódico não ficou sabendo de qual bendito município acreano veio a carona. Enviamos mensagens ao pregoeiro e depois de muito insistir, o que tivemos como retorno foi que ele estaria deveras ocupado, mas que repassaria a informação. Vamos aguardar.

Ficando sem argumentos

Os ‘zequistas’ (defensores de Zeca) já estão ficando sem argumentos. Antes batiam de frente com as críticas e tinham como escudo o tempo, dizendo que estava apenas no início. Já se passam 90 dias e o início não é mais começo, e com o passar do tempo, estão se esvaindo a esperança e os argumentos de defesa.

Conversando com Barão

Seu Assém, como vai, tudo bem? Muito prazer, sou Agostinho. Barão, é assim como o senhor gosta de ser chamado e chamar as pessoas, posso lhe fazer algumas perguntas? Mesmo que o senhor não queira respostar as minhas inquietudes, eu vou fazê-las.

É verdade?

É verdade que o senhor está querendo dominar tudo em Boca do Acre, no governo Zeca? É verdade que o senhor já ganhou licitação para fornecimento gráfico, cadernos e agora vai querer dominar o fornecimento de medicamentos, está querendo abrir uma farmácia em Boca do Acre, está se propondo a locar veículos para a prefeitura, quer também a limpeza pública e, além disso, poderá abrir uma empresa de reciclagem?

É verdade, o laranjal?

É verdade também que o senhor já tem nomes para assumir cada um dos negócios, ou seja, empresas diferentes, em nomes de laranjas, para enganar os abestados, desviando a atenção de que tudo não está concentrado no senhor?

Respostas, seu Barão

Seu Barão irei me sentir muito satisfeito se o senhor entrar em contato e responder a essas perguntas, mais ainda se o senhor negar de forma sincera, porque se tudo isso for verdade, o senhor vai ser o novo Barão de Boca do Acre e com muito mais poderes. Alexandre de Oliveira Lima vai se contorcer no túmulo, com muita inveja.